quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

As Senhoras de idade dos dias de hoje, e os piropos de engate.

Caro leitor,

Queria desde já começar por me apresentar como uma Senhora de idade, que não sou, muito simpática, faladora e atenciosa, o que mais uma vez não é verdade, e que não faz a mínima ideia do que está aqui a fazer neste mundo das novas tecnologias, o que talvez também não seja de todo verdade.

Apresentações feitas, é tempo de passar ao que interessa e ao que nos trouxe aqui hoje, ou seja, as Senhoras de idades dos dias que correm.
Pois é meus amigos, esta espécie, que por sinal é uma espécie que cresce em número, entre a nossa raça, exponencialmente e para mal dos nossos pecados, porque temos de "atura-las".
Irei começar a minha critica a tais criaturas evidenciando a mania que todas elas têm de contar a sua vida completamente desinteressante a tudo quanto é ser que tem o azar de estar presente na mesma sala e/ou mesa. Esse vício é simplesmente irritante por si só, e piora à medida a que se lhe vão juntando outro vícios, como por exemplo, o de cortar a palavra a qualquer pessoa que esteja a contar uma história, por vezes até interessante, para contar uma das suas historias sem qualquer interesse para a comunidade, deixando aquela "nostalgia" que apenas essas espécimes conseguem sentir ou perceber.

Por falar em historias contadas por Mulheres de idade, hoje tive uma, sempre má, experiência desse género.
Fui eu para um jantar daqueles de família, que ninguém gosta, mas que toda a gente insiste em fazer, a pensar que ia correr tudo "normalmente", apenas com os velhos da família, ao quais já me acostumei por força do habito, quando me deparo com uma visita, convidada pela Senhora Velha dona da casa onde se realizou tal evento. Quando já estava tudo a mesa, a "nossa" convidada começa a ganhar confiança, e aí começou o meu (e quem sabe de muitos outros) inferno. Como é normal nestas situações, a tal velha convidada começou a contar as suas historinhas de vida: sobre os seu netos, sobre a sua juventude, a sua infância, entre muitas outras coisas. Este espécime que estive a "aturar" tão pacientemente durante o jantar de hoje, tem os seus 70 anos, vários netos, não sei quantos filhos, e pelo que "consegui" apurar tem também um marido "que nosso senhor la o tem".

Milagrosamente esta Velha, convidada, contou hoje uma história que despertou o meu interesse e que irei tentar reproduzir o mais fielmente possível aqui.
Pelos vistos esta senhora tem um neto com 5 anos, que a meu ver tem grande potencial para vir a ser "quando for grande" um GRANDE trolha. Isto porque o puto, já tem o jeito inigualável que qualquer trolha tem para inventar bocas de engate, tipo aquelas tão conhecidas como: "pareces um helicóptero, gira e boa!". MAS! este puto já vai com o seu avanço, graças a evolução da humanidade, em relação aos trolhas de hoje. Isto porque já manda bocas com um pouco mais de classe do que todo e qualquer trolha dos dias de hoje..
Passo a explicar:
Estava o puto em questão a falar ao telefone com uma amiga, da mesma idade, de quem "gosta", quando lhe disse que "quando for grande quero ser piloto de carros de corrida", ao que a miúda, com algum desinteresse na conversa responde "e eu quero ser veterinária". Não se deixando ficar, e vendo aqui uma óptima situação para mandar a sua boca de engate, este puto maravilha, e futuro trolha, responde com a seguinte frase: "então, afinal, quando for grande, quero ser um gato". Não é hilariante, caros leitores? Um miúdo de 5 anos, e já com saidas destas, tem certamente todo o traquejo que precisa para no futuro ser um GRANDE trolha! E corrijam-me se estiver errado...

Em tom de conclusão, queria dizer-vos "xausinho e saudinha", que é o que é preciso e fica sempre bem qualquer Senhora Velha dizer quando se despede.


Fiquem bem e até a próxima!

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